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Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto, mas ritmo anual desacelera

Ensayo La NotíciaPor Ensayo La Notíciasetembro 30, 2026Nenhum comentário3 Mins de lectura
Trabalhador em uma rua movimentada de São Paulo, com edifícios e circulação urbana ao fundo.

O Brasil criou 165.827 empregos formais em agosto de 2026, segundo os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de setembro. O saldo resulta de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos registrados no mês. Com o resultado, o país chegou a 48.244.696 vínculos formais de trabalho.

O desempenho confirma a abertura de novas vagas com carteira assinada, mas também revela uma perda de ritmo no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, foram criados 1.134.033 empregos formais no Brasil. No mesmo período de 2025, o saldo havia alcançado 1.516.881 postos, o que representa uma redução de 25,2% na comparação anual.

Os números foram apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A Agência Brasil informou que o saldo de agosto ficou 7,2% acima do registrado no mesmo mês de 2025, mas foi o segundo menor resultado para agosto desde o início da série comparável, em 2020.

Serviços lideram a geração de vagas

Entre os cinco grandes setores analisados pelo Novo Caged, serviços foram responsáveis pelo maior saldo positivo em agosto, com 110.346 novas vagas. O segmento também lidera o acumulado de 2026, com 697.859 empregos criados entre janeiro e agosto.

A construção civil aparece em segundo lugar no resultado mensal, com 20.848 postos. Na sequência estão indústria, com 16.613 vagas, e comércio, com 16.565. A agropecuária registrou saldo positivo de 1.452 empregos formais. Dessa forma, todos os setores avaliados contribuíram para o resultado nacional de agosto.

O desempenho setorial mostra que a maior parte das contratações líquidas do mês esteve concentrada nas atividades de serviços. O resultado, no entanto, deve ser observado junto ao acumulado anual, que apresenta volume inferior ao registrado no ano anterior, indicando desaceleração no ritmo de criação de postos formais.

São Paulo concentra maior saldo entre os estados

Nos dados estaduais divulgados para agosto, os 24 estados apresentaram saldo positivo. São Paulo liderou em números absolutos, com 42.533 novas vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e por Pernambuco, com 13.428 empregos formais.

Na variação proporcional, os maiores crescimentos foram registrados na Paraíba, no Amapá e no Rio Grande do Norte. O recorte regional amplia a leitura do resultado nacional e mostra que a abertura de vagas ocorreu em diferentes áreas do país, embora com intensidades distintas.

As informações estaduais integram a divulgação oficial do Novo Caged de agosto de 2026. A base reúne os registros de admissões e desligamentos utilizados para calcular o saldo do emprego formal.

Salário médio de admissão fica em R$ 2.410,74

Além do volume de vagas, o Novo Caged apontou que o salário médio real de admissão chegou a R$ 2.410,74 em agosto. O valor ficou praticamente estável em relação a julho e foi 1,02% superior ao registrado em agosto de 2025.

O indicador representa a remuneração média dos trabalhadores admitidos no período e complementa a análise sobre o mercado formal. Assim, os dados de agosto combinam saldo positivo de contratações, expansão em todos os grandes setores e aumento real do salário médio de admissão, mas também uma redução no ritmo acumulado em relação ao ano anterior.

O resultado divulgado pelo governo oferece um retrato do emprego com carteira assinada no Brasil até agosto de 2026. A criação de 165.827 postos no mês mantém o mercado formal em expansão, enquanto a comparação com 2025 indica que o crescimento ocorre em velocidade menor ao longo do ano.

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